A recente aprovação e promulgação da Lei Orgânica nº 3/2006 de 21 de
Agosto, a Lei da Paridade, originou novo debate público sobre uma
questão já amplamente discutida entre as elites políticas europeias nos
finais dos anos 90 (1998/1999), a reivindicação da partilha igualitária
na esfera de participação e intervenção política.
Damos primazia às pessoas. As questões de direito de família não se resumem aos divórcios e às regulações do poder paternal. Abrangem também a prevenção – como no caso da escolha antecipada e criteriosa do regime de bens do casamento através de convenções antenupciais, ou a repressão – tais como as reacções aos comportamentos censuráveis, como sucede com a reacção adequada aos maus tratos conjugais, aos abusos sexuais de crianças ou à delinquência juvenil.
Há uns anos largos, era bem comum ouvir-se uma publicidade com o seguinte slogan: “Páginas Amarelas, vá pelos seus dedos”...


